Neste livro é levantada a hipótese de que a orientação sexual homossexual, bem como a heterossexual, é pré-programada e emergirá através de estimulações ambientais. O papel do ambiente é fornecer estímulos que disparará a orientação sexual nas crianças.
O nome do livro Garoto Rebelde é uma alusão aos meninos, hoje homens gays pesquisados neste livro, que já foram crianças. Eles não tinham domínio algum sobre o seu desejo, a sua orientação sexual e se “rebelaram” contra a orientação sexual majoritária, a heterossexual e seguiram o caminho da homossexualidade.
Garotos que não optaram em ser gays, mas foram compelidos a abraçarem a homossexualidade, numa relação de força que chegou a ser uma coerção da natureza.
Por mais que lutassem contra a sua orientação sexual, esta batalhe era inglória, pois terão que conviver com o seu desejo homossexual até o fim das suas vidas. Assim, como terão que conviver com a cor dos seus olhos, a sua lateralidade ou a grossura dos fios dos seus cabelos.

Segundo Desejo: Perguntas freqüentes sobre homossexualidade - Aspectos
particulares da homossexualidade - Homofobia como prática coercitiva.
Autor:
João Batista Pedrosa - Psicólogo e Terapeuta Sexual - Analista de Comportamento
07 de outubro de 2006 - sábado - horário das 18h as 20h
Foram três fatos da história recente da humanidade que contribuíram
para o início da visibilidade homossexual:
(1) Em 28 de junho de 1969, a polícia de Nova Iorque (EUA) invadiu
o Bar Stonewall Inn, onde cerca de 400 homossexuais, resistiram à
invasão lutando contra a polícia fazendo com que, no dia
seguinte, os jornais do mundo inteiro noticiaram que os homossexuais de
Nova Iorque deram seu grito de liberdade e saíram da marginalidade
para conquistarem seu espaço público na sociedade;
(2) A Associação Psiquiátrica Americana (APA), em
1973, se posiciona contra a visão de que a homossexualidade é
uma doença, passando a considerá-la uma variante normal
da heterossexualidade;
(3) A epidemia de AIDS, na década de 1980, trouxe à discussão
pública da homossexualidade.
A homossexualidade, com esses três fatos, deixa de ser um assunto
comentado de forma encoberta e passa a ser comentado abertamente, migrando
da invisibilidade para a visibilidade. Stonewall teve um impacto na auto-estima
de inúmeros gays.
Auto-estima é a avaliação pessoal que um indivíduo faz de si, sobre seu próprio valor, sua competência e quanto seu comportamento é reforçador positivamente para si e/ou para os outros. Muitos perceberam que é necessário conquistar espaços públicos para a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (GLBT). Fortaleceu-se a visão de que o homossexual é um cidadão que tem o direito de vivenciar abertamente sua sexualidade, pois a prática da homossexualidade não é algo antinatural, não é crime e nem doença. Este novo contexto político repercutiu entre homens e mulheres homossexuais, fazendo com que passassem a sentir orgulho da sua orientação do desejo sexual minoritário e não mais vergonha. Abre-se assim, uma nova página na história da humanidade.
Recebi esta declaração abaixo por e-mail de uma
mãe. Penso que Rose é um bom exemplo de mãe que superou
a difícil barreira da homofobia imposta pelas Agências Controladoras
da sociedade: religião, estado e educação.
Ser mãe (Declaração de amor de uma mãe a sua filha lésbica)
Por Rose mãe da Rafaella
Tenho três filhos maravilhosos. Ser mãe é um estado
de graça, é oportunidade para vencer barreiras, romper preconceitos
e lapidar o ser. É reflexo da alma que respira a essência
da vida.
A condição de maternidade é livre de qualquer padrão,
de qualquer critério imposto pela sociedade, pois os filhos são
aceitos na sua totalidade, na sua integral condição de vida
e independe de como eles vão agir, pensar, de sua profissão,
suas escolhas, dos caminhos que irão trilhar, se seu sexo é
de homem ou de mulher.
Sei que sou mãe e cumpro esse papel com amor, carinho e respeito.
A homossexualidade de minha filha mais velha me faz sentir e pensar que
sou privilegiada, como mãe de alguém especial, que trás
no íntimo de seu ser uma alma feminina capaz de amar e de doar-se
inteiramente ao outro. Minha filha simplesmente ama e no âmago de
seu ser não importa que sua namorada é alguém do
mesmo sexo, mas alguém capaz de retribuir seu afeto.
O sofrimento vem de fora, quando se depara com a intolerância e,
muitas vezes dentro do próprio ambiente familiar. Mas uma mãe
guerreira luta pela felicidade de seus filhos, mesmo que para alcançar
esse ideal ela tenha que gritar para a sociedade: “Meu Filho é
gay, mas ama e é amado, nada mais importa”.
“Um livro que aborda de forma direta vários aspectos
do fenômeno da homossexualidade e é destinado ao grande público.
Recomendado para pais, educadores, homossexuais e leitores que queiram
entender sobre a vida dos homossexuais. Pode ser utilizado, também,
na escola por alunos e professores como guia de estudo. Sua leitura ajudará
aos profissionais que atuam na área clínica e da saúde:
psicólogo, assistente social, psiquiatra e médicos em geral.
Segundo Desejo pretende esclarecer contribuindo para que a intolerância
e a homofobia sejam minimizadas na sociedade brasileira. E que a pessoa
homossexual seja percebida como uma pessoa como outra qualquer. A diferença
fundamental dela para os 91% restantes da população brasileira,
que são heterossexuais, é sua orientação sexual
homossexual. Orientação sexual que ninguém tem a
opção de escolher, pois ela é determinada independente
da vontade de qualquer pessoa.”
- Pedrosa esteve no programa Mais Você (Ana Maria Braga) da Rede Globo dia 28/02/07 onde falou sobre Pais que tem filhos homossexuais. Você pode ver o vídeo do programa clicando no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=ajSIT2oHADA
- Leia na íntegra a entrevista do Psic. Pedrosa para Revista Sábado de Portugal (n º 131 de Dezembro de 2006). Sábado é uma das três revistas semanais portuguesas de informações gerais com tiragem de 90.000 exemplares
"Os políticos estão a sair do armário"
Por Margot Cardoso
Este psicólogo brasileiro acha que os políticos que se assumem como homossexuais ajudam a aumentar a tolerância da sociedade e combatem a discriminação. E considera que todos os homossexuais devem poder casar e adotar crianças.
- LANÇAMENTO DO LIVRO OCORREU DIA 07 DE OUTUBRO DE 2006 EM SÃO PAULO
Quero agradecer aos amigos(as), clientes, ex-clientes e aos inúmeros colegas de trabalho da área da saúde e áreas afins: psicólogos, psiquiatras, urologistas, ginecologistas, neurologistas, pedagogos, pediatras, advogados, educadores, entre outros, pelo comparecimento no último dia 07 de outubro de 2006 ao lançamento do livro SegundoDesejo no Shopping Frei Caneca - São Paulo SP. Os 137 autógrafos concedidos e as inúmeras pessoas que lá estiveram para deixar seu cumprimento me reforçou positivamente para continuar neste projeto.
ENTREVISTA DE PEDROSA AO SITE MIX BRASIL SOBRE O LIVRO SEGUNDO DESEJO
Acesse o link http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/3_51_52534.shtml
OPINIÕES DE LEITORES DO LIVRO SEGUNDO DESEJO
Pedrosa, adorei o livro Segundo Desejo, deverá ajudar muitas pessoas. Nos meus atendimentos na clínica de psicologia ele será muito útil. Comprei no encontro da ABPMC (1) em Brasília. Acho que este livro é um marco para nós analistas do comportamento. Estávamos precisando de um livro assim, de fácil leitura que colocasse a questão da homofobia e da homossexualidade na perspectiva da análise do comportamento. Parabéns! M. L. C. (Minas Gerais)
(1) XV Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental realizado dia 15 de setembro de 2006 em Brasília.
Recebi o livro e estou gostando muito. Devo acabar a leitura ainda esta semana. F. M. (São Paulo)
Estou lendo seu livro e estou gostando. Ele é muito dinâmico e fácil de ser compreendido. Quero ver a possibilidade de você fazer uma palestra aqui na Faculdade de Psicologia. I. M. F. (Mato Grosso).
Olá! Creio que você deve receber dezenas de e-mails por dia. Acho que você não lera esse e-mail. Espero receber aquelas mensagens automáticas de resposta! Mas enfim, escrevo mesmo assim! Chamo-me T. tenho 20 anos hoje, sou filho caçula da casa e sou gay, sempre fui, sempre senti atração por homens, era o mais delicado da sala, tive mais amigas do que amigos, essas coisas! A diferença de idade do meu irmão para mim é de quatro anos, e ele sempre soube de mim e em diversas brigas me chamava de gay e veado. Em fevereiro numa briga ele me chamou de gay e eu me senti orgulhoso e triste ao mesmotempo, pois escondia de mim mesmo. Com isso resolvi me assumir e em uma pesquisa na internet, encontrei seu Guia de Orientação para Pais de Homossexuais (1), e ele foi fundamental para mim! No dia seguinte, que achei seu guia, chamei meus pais falei que era gay dei o guia para eles. Eles leram e descobri que acima de tudo eles me amam. Bem, contei aqui bem reduzido né! Gostaria de agradecer a Deus pela sua vida, você mesmo não me conhecendo foi muito útil e foi fundamental na minha decisão! Muito obrigado por tudo, um abraço! T. N. (Santa Catarina).
(1) A versão atualizada deste Guia é a Parte I do livro Segundo Desejo.