Psicólogo e Terapeuta Sexual
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João Batista Pedrosa

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sexo60 Será que existe um padrão comportamental rígido para o desempenho sexual por faixa etária? O que podemos afirmar é que o desempenho sexual e a otimização da resposta sexual muda com a idade, apresentando uma variação de pessoa a pessoa.

A sexualidade humana está ligada não só a questão biológica, mas as questões socioculturais também. O mito que depois dos 60 anos a vida sexual acaba é pura falácia. A partir dos 60 anos os casais saudáveis podem manter uma vida sexual satisfatória. Combinar uma vida social ativa, com uma boa alimentação, exercícios físicos com constância e a prática regular do sexo é a dica geral.

Muitas vezes, a falta de conhecimento de como o corpo funciona com o processo de envelhecimento, associado ao tabu de que a mulher em idade avançada não faz sexo afasta algumas mulheres maduras do sexo.

O que ocorre no desempenho da mulher?

1. Cai a produção hormonal. A lubrificação é menor e demora mais para ocorrer;

2. A excitabilidade fica preservada na mulher;

3. O tamanho do clitóris pode diminuir junto com o entumecimento;

4. Ocorre a diminuição na duração do orgasmo, junto com as contrações musculares. O prazer fica preservado;

5. Ocorre a perda da elasticidade da vagina. A prática sexual faz com que esta perda seja retardada. Fazendo sexo regularmente, haverá uma maior lubrificação dos tecidos, mais fluxo de sangue fará com que os tecidos da mucosa vaginal sejam nutridos.

O que ocorre no desempenho do homem?

1. O prazer não vai mudar, mas o orgasmo dura menos e leva mais tempo para ocorrer;

2. Ocorre um retardo na ejaculação e a sua intensidade é menor. Não interfere no prazer do homem, mas pode ser benéfico para a mulher, pois aumenta o prazer dela;

3. O estímulo visual que é tão importante para o homem diminui. É necessário que ele estimule o pênis manipulando-o;

4. Ocorre uma diminuição na queda de produção hormonal no homem. Quando a queda é abaixo do normal haverá a redução do desejo sexual. É necessária, depois dos 50 anos, a consulta ao urologista para acompanhar o nível hormonal e fazer o exame de próstata.

5. Pode ocorrer a disfunção erétil. É uma das queixas mais comum. Seus fatores de riscos são: colesterol alto, hipertensão arterial, arteriosclerose, diabetes e tabagismo.
Como tudo na vida muda, devemos adaptar também, a nossa vida sexual às mudanças provocadas pelo tempo. Adaptar-se às mudanças significa manter uma qualidade de vida satisfatória. Poderemos, então, aproveitar esta nova fase das nossas vidas, mantendo uma vida sexual saudável e prazerosa.

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